O hacker responsável pela exploração KelpDAO, que deixou perdas próximas de US$ 300 milhões, está movimentando e lavando os fundos roubados em vários blockchains, em uma operação que permanece ativa e foi exposta em 22 de abril de 2026 pela empresa de segurança PeckShield.
De acordo com o monitorando na cadeia, o atacante usa uma rota que começa de Ethereum em direção a Arbitrumonde os fundos são convertidos em stablecoins como USDT0, e depois enviados para a rede Tron, utilizando a infraestrutura LayerZero. Este tipo de movimento, que combina pontes entre redes e trocas de ativos, permite fragmentar o rastreamento e facilitar a mobilidade do capital.
A utilização de stablecoins responde à necessidade de acesso a maior liquidez e redução da exposição à volatilidade, ao mesmo tempo que A transferência entre diferentes redes busca dificultar o monitoramento e possíveis bloqueios. Na verdade, parte dos fundos ligados ao ataque já tinha sido previamente rastreada e até parcialmente congeladoo que poderia estar motivando a utilização de rotas mais complexas.
A origem do caso remonta a 18 de abril, quando KelpDAO sofreu uma exploração que afetou sua ponte rsETH baseada em LayerZero. A vulnerabilidade ocorreu devido a uma configuração insegura do sistema, que permitiu ao invasor liberar uma quantidade significativa de ativos para endereços sob seu controle.
O incidente levou a um cruzamento de responsabilidades entre as partes envolvidasconforme relatado pela CriptoNoticias. Embora KelpDAO tenha apontado falhas na infraestrutura utilizada, LayerZero afirma que o problema está na configuração adotada pelo protocolo. Somando-se a essas posições está o Arbitrum, cujo ambiente também foi utilizado na via dos fundos, apontando responsabilidades para ambas as partes.
Para além do montante comprometido, o caso destaca mais uma vez os riscos associados à interoperabilidade entre redes. As pontes entre cadeias têm sido, durante anos, um dos pontos mais vulneráveis dentro do ecossistema DeFiacumulando algumas das maiores façanhas do setor. Embora a rastreabilidade na rede permite acompanhar os movimentos, a recuperação de fundos continua a ser um desafio e tudo parece indicar que este tipo de incidentes continuará a repetir-se.





