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Step Finance, Truebit e Resolv respondem por quase 60% do total de perdas do período.
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Gemini disse que apenas dois protocolos alcançaram recuperações parciais de US$ 9 milhões.
As explorações aos protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) acumularam perdas de aproximadamente 137,7 milhões de dólares até agora em 2026, de acordo com um relatório publicado em 22 de março pela Cipher Research, uma plataforma de pesquisa e análise on-chain.
A figura roubada vem de um total de 15 ataques registrados e, segundo a empresa, apenas 9 milhões de dólares puderam ser recuperadosmenos de 7% do valor roubado.
Os ataques foram distribuídos por múltiplas redes: Ethereum é responsável pelo maior número de incidentes, mas o relatório também inclui protocolos nas arquiteturas Solana, BNB Chain, Base, Arbitrum, Stellar e multi-chain. Que dispersão indica que a exposição ao risco não é exclusiva de um ecossistema, mas transversal ao setor DeFi.

Os vetores de ataque aliviado pela Cipher Research são variados: bugs em contratos inteligentes, vulnerabilidades de cunhagem, manipulação de oráculos, falhas na lógica de negócios e chaves privadas comprometidas, entre outros. Neste último caso, quando o vetor é uma chave privada vazada, a falha não está no código do protocolo, mas na gestão do acesso, o que implica um tipo de vulnerabilidade diferente do erro de programação (exploit).
Step Finance, de Solana, lidera ranking com US$ 27,3 milhões roubados através de uma chave privada comprometida, sem recuperação registrada. Esse caso, junto com os hacks de sites como Resolv e Truebit, responde por cerca de 57% do total de perdas no período indicado pela Cipher.
Foi assim que algumas explorações ocorreram até agora em 2026
A Resolv, plataforma de stablecoin na Ethereum, acumulou perdas de mais de US$ 25 milhões no incidente mais recente do relatório, ocorrido em 22 de março.
O ataque ao Resolv aproveitou uma chave privada com permissões de administrador no contrato de cunhagem de stablecoin USR. Com acesso a essa chave, o invasor emitiu 80 milhões de USR sem lastro real (o contrato não tinha limite máximo de cunhagem) e os trocou por ativos reais em bolsas descentralizadas. As perdas ultrapassam os 25 milhões de dólares e a USR perdeu 74% da sua paridade com o dólar.
Truebit, um protocolo de verificação computacional no Ethereum, perdeu US$ 26,2 milhões, também sem recuperação. Em 8 de janeiro, os invasores exploraram uma falha em um contrato inteligente de cinco anos na Truebit. Conforme explicou a CriptoNoticias, a função que calculou o preço de compra de seu token nativo TRU teve um erro lógico que permitiu a cunhagem de bilhões de tokens a custo quase zero e trocá-los por ETH real. O protocolo perdeu US$ 26 milhões e o token TRU caiu 99,9%.
A plataforma Moonwell, por sua vez, perdeu US$ 1,7 milhão em 15 de fevereiro após registrar o preço do ativo cbETH em US$ 1,12 quando seu valor real ultrapassou US$ 2.200. O erro estava em um contrato cujo código foi gerado com auxílio de inteligência artificial e passou por todas as análises humanas sem ser detectado. Para vários especialistas, é a primeira exploração documentada ligada diretamente ao código gerado pela IA.
Os dados de 2025: bilhões de dólares hackeados
O contexto do relatório da Cipher Research não é isolado. De acordo com um relatório da empresa de análise on-chain PeckShield publicado em janeiro de 2026, o ano de 2025 fechou com perdas totais devido a roubos e golpes com ativos criptográficos superiores a US$ 4,04 bilhões, um aumento de 34% em relação a 2024. O episódio mais grave foi o hack da exchange Bybit em fevereiro, com mais de US$ 1,5 bilhão roubados em um único ataque, o maior da história do setor até hoje.
O valor registrado hoje pela Cipher Research representa perto de 4% do total de perdas registradas em 2026.
Um dado alarmante revelado pela empresa de análise é a taxa de recuperação, que representou apenas o 6,5% do total roubado. Este número mostra a necessidade de fortalecer os sistemas de segurança, realizar auditorias mais rigorosas de contratos inteligentes e otimizar o rastreamento de fundos roubados.





